sábado, 25 de setembro de 2010

As palavras me chegam assim: sem pressa na corrente dos ventos, sem dores em meu sentimento, sem tristezas contidas... apenas chegam e tomam conta de minha mente, de meus olhos, das minhas falanges doloridas! E num repente tingem de negro o branco há pouco impoluto.
Sempre que busco a inspiração, que espero que me venham à luz as idéias de pensador que sou me deparo com a sôfrega surpresa de mim mesma e então simplesmente tudo flui, como uma onda, como uma flor que pela manha resolve sair da sua trama de seivas. Tal qual essa flor em deleite me satisfaço também, ao beber do azul do céu, a sorver o invisível e indispensável ar.
Não busco respostas; nada questiono...Tão somente existo!

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